Filipe Barros e Deltan Dallagnol são eleitos senadores pelo Paraná
Paraná · · Fonte: G1

Os candidatos Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) foram eleitos senadores pelo Paraná.
Até as 19h30 deste domingo (4), quando as urnas estavam 99,07% apuradas, Filipe Barros somava mais de 3,1 milhões de votos (27,3% dos votos válidos), e Deltan Dallagnol tinha mais de 2,8 milhões de votos (25,1% dos votos válidos).
O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indeferiu a candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná, no sábado (3).
Neste domingo (4), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão e manteve a candidatura. Com isso, o registro de Dallagnol é considerado “deferido com recurso” pela Justiça Eleitoral, e os votos dados à chapa devem ser processados. O caso ainda será julgado pelo plenário do Tribunal.
Filipe Barros é natural de Londrina, no norte do estado, e tem 35 anos.
Formado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), foi presidente do Diretório Central dos Estudantes da universidade em 2012. De 2013 a 2015, atuou como assessor legislativo na Câmara Municipal de Londrina e foi eleito vereador no município em 2016, pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB). Em 2018, saiu do PRB e se filiou ao Partido Social Liberal (PSL), pelo qual se elegeu deputado federal naquele ano. Em 2022, passou pelo União Brasil, trocando o partido pelo PL no mesmo ano. Pelo novo partido, foi reeleito deputado federal. Atualmente, Barros é presidente do diretório estadual do PL.
Deltan é formado em Direito e mestre na área pela Harvard Law School. Nascido em 1980, ele é natural de Pato Branco, no sudoeste do Paraná. Deltan foi procurador da República entre 2003 e novembro de 2021, quando pediu exoneração do cargo. Nesse período, atuou em casos como o do Banestado e, em 2014, passou a coordenar a força-tarefa da Operação Lava-Jato em Curitiba. Em setembro de 2020, ele deixou a força-tarefa da operação. Na época, alegou questões pessoais para a saída.
Em 2022, Deltan foi eleito deputado federal do Paraná, sendo o candidato mais votado ao cargo no estado, com mais de 340 mil votos. No ano seguinte, uma decisão do TSE cassou o registro de candidatura dele, o que resultou na perda do mandato.
A discussão atual do caso gira em torno da decisão do TSE, de 2023, que cassou o registro de candidatura de Dallagnol, na época no Podemos, o que resultou na perda do mandato dele como deputado federal.
Agora, nas eleições de 2026, Dallagnol pediu um novo registro para concorrer ao Senado pelo Paraná. Em 8 de setembro, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) autorizou a candidatura por 4 votos a 3. A decisão, porém, foi questionada no TSE.
Enquanto esse recurso não era julgado, o plenário do TSE decidiu, em 21 de setembro, suspender os atos de campanha de Dallagnol.
Na sexta-feira (2), a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifestou a favor da manutenção da candidatura. No sábado (3), porém, o ministro Floriano de Azevedo Marques publicou decisão individual indeferindo o registro de Dallagnol. A decisão determinou que os votos dados à chapa fossem considerados nulos. Essa foi a decisão suspensa neste domingo (4) pelo presidente do TSE, Nunes Marques.
Isso não significa que o TSE decidiu definitivamente que Dallagnol pode ser candidato, já que o plenário do tribunal ainda deve julgar o caso.
Com a decisão de Nunes Marques, o registro volta a ficar na situação de “deferido com recurso”, e os votos são processados, mas a validade deles depende da decisão definitiva.
Caso Dallagnol seja declarado inelegível, toda a chapa é impedida de assumir o cargo, ou seja, os suplentes dele não assumem a vaga. Nesse caso, o estado pode ter que realizar novas eleições para o Senado.





