A Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) assinou, nesta quarta-feira (16), a ordem de serviço para a construção da Casa do Estudante Universitário nos campi de Foz do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon e Toledo. O evento contou com a presença do governador do Paraná, Ratinho Junior; do reitor da Unioeste, Alexandre Webber; dos pró-reitores e dos diretores dos cinco campi da universidade.
O governador do Paraná, Ratinho Junior, destacou a relevância do projeto para os estudantes que vão usufruir das moradias. “Estamos aqui anunciando a ordem de serviço para construção de três Casas do Estudante da Unioeste, para atender alunos em situação de vulnerabilidade social, onde, a princípio, vai girar em torno de 250 a 300 estudantes que vão poder usufruir dessas casas. Acima de tudo, é muito bom ver a Unioeste crescendo e o ecossistema do ensino superior do Paraná avançando”, disse.
O investimento para a Casa do Estudante Universitário nos três campi é de mais de R$ 10,5 milhões. De acordo com o assessor-chefe de Planejamento Físico da Unioeste, Paulo Henrique Gris, o projeto terá capacidade para 35 acomodações em cada campus. “Serão 830,50 m² de área construída, com 35 quartos, sendo um deles destinado a pessoas com deficiência, banheiros individuais, além de cozinha e lavanderias coletivas, áreas de estudo e de convivência, todos os ambientes com total acessibilidade”, explicou.
O reitor da Unioeste, Alexandre Webber, enfatizou que o objetivo das casas é garantir a permanência dos alunos na universidade e evitar a evasão. “Grande parte dos nossos alunos vem de escolas públicas. A Casa do Estudante vem para garantir a permanência. A minha grande luta nessa universidade é para que nenhum aluno abandone a universidade por falta de condições. Eu tenho certeza de que vai fazer diferença na vida de muitos alunos”, ressaltou.
O diretor-geral do campus de Foz do Iguaçu, Sérgio Fabriz, enfatizou que a Casa do Estudante vai facilitar o acesso das pessoas à universidade. “É uma demanda histórica da universidade e da classe estudantil e representa muito para o campus de Foz do Iguaçu, até porque o nosso campus é afastado do centro da cidade. Essa moradia estudantil vem para ajudar nesse sentido, principalmente aqueles que não têm condição, por conta do próprio acesso à universidade. Para nós, esse espaço novo vai ser fundamental”, afirmou.
Para o diretor-geral do campus de Marechal Cândido Rondon, Emerson Fey, a Casa do Estudante vai ampliar a participação dos alunos de outros municípios nas atividades desenvolvidas no campus. “Quem vem dos outros municípios não vai precisar se deslocar diariamente. Vai ter onde morar e poderá participar dos projetos de pesquisa e extensão, então, é grande a nossa alegria em estar participando de um momento como esse”, ressaltou.
A diretora-geral do campus de Toledo, Patricia Sala, destacou que a construção da Casa do Estudante beneficiará principalmente os estudantes em situação de vulnerabilidade social. “Para nós é uma felicidade enorme, um sonho e demanda antiga de vários estudantes, e representa que a gente está dando condições de permanência para justamente aquele aluno mais necessitado, mais vulnerável. É um momento incrível da história da universidade e do campus de Toledo”, afirmou.
Com a assinatura da ordem de serviço, quatro dos cinco campi da Unioeste passam a ter a Casa do Estudante Universitário. Segundo o assessor-chefe de Planejamento Físico da Unioeste, Paulo Henrique Gris, no campus de Cascavel as obras da Casa do Estudante iniciaram em janeiro, com previsão de conclusão em dezembro deste ano. São 745,18 m² de área construída, com investimento de quase R$ 2,86 milhões.
A implantação da Casa do Estudante Universitário nos campi representa um importante investimento na permanência estudantil e na democratização do acesso ao ensino superior. Ao oferecer moradia a estudantes, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade socioeconômica ou oriundos de outras cidades, a universidade reduz um dos principais obstáculos à continuidade dos estudos: o custo com habitação.
Além de contribuir para a redução da evasão, a proximidade com o campus proporciona mais tempo para dedicação às atividades acadêmicas, de pesquisa, extensão e cultura, favorecendo o desempenho dos estudantes. A convivência em um espaço coletivo também estimula o desenvolvimento da autonomia, da responsabilidade e da integração entre alunos de diferentes realidades.












