Em um intervalo de poucas horas, a Polícia Militar de Mercedes atendeu a duas chamadas de violência doméstica que expõem a vulnerabilidade de mulheres diante de seus agressores. Os incidentes, ocorridos entre a noite de sexta-feira (29) e a madrugada de sábado (30), envolvem ameaças de morte, agressões físicas e a utilização de arma de fogo, evidenciando a gravidade da situação.
A primeira denúncia, recebida via Central de Marechal Rondon às 20h50 de sexta-feira, mobilizou a equipe policial para atender a uma situação de ameaça. A equipe policial foi até a residência, onde a moradora relatou que vem sofrendo intimidações contínuas por parte do marido, que, segundo ela, havia interrompido o uso de medicação controlada.
No dia da ocorrência, uma discussão banal – motivada pela dificuldade do homem em sintonizar um canal de televisão – escalou para uma ameaça de agressão com um martelo. A vítima, temendo pela própria vida, conseguiu escapar e procurou auxílio de vizinhos. Ela foi prontamente assistida pela rede de proteção social do município, que garantiu um local seguro para passar a noite, enquanto o agressor evadiu-se do local em uma motocicleta e não foi localizado.
A madrugada de sábado trouxe outro relato alarmante. Por volta das 00h20, a Polícia Militar foi acionada novamente para um caso de lesão corporal e violência doméstica. A vítima, que havia se separado recentemente, informou que seu ex-companheiro mantinha um padrão de ameaças constantes. No dia do incidente, o homem, embriagado, desferiu uma série de socos na mulher, atingindo seu rosto – resultando em um olho visivelmente inchado –, costas e abdômen.
Ainda segundo os relatos da vítima à Polícia Militar, o homem deixou a residência e retornou armado com um revólver, encostando-o na cabeça da ex-companheira e ameaçando-a de morte caso ela não aceitasse reatar o relacionamento. O agressor não estava mais no local quando a polícia chegou, e as buscas na região não obtiveram sucesso em encontrá-lo.
Ambos os casos, que ocorreram em menos de 4 horas, reforçam a necessidade de ações contínuas de conscientização e combate à violência doméstica, além do fortalecimento dos mecanismos de proteção às vítimas.
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