A Polícia Civil de Marechal Cândido Rondon, por meio da 47ª Delegacia Regional de Polícia (DRP), prendeu no fim da tarde de segunda-feira (30) o homem acusado de matar o cãozinho “Mancha”. O animal havia sido encontrado morto no dia 20 de março em uma área de mata, após um episódio de agressão registrado por câmeras de segurança na Vila Rural.
A prisão foi coordenada pela delegada adjunta da 47ª DRP, Yasmin Espicalsky, e ocorreu na própria região da Vila Rural.

Nas imagens das câmeras, o suspeito aparece correndo atrás do cachorro e tentando agredi-lo com um pedaço de madeira. Em seguida, também é possível ouvir barulhos semelhantes a disparos de arma de fogo.
A denúncia foi registrada no dia 23 de março. A partir disso, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o caso, realizando perícias, diligências e ouvindo testemunhas. Inicialmente, o crime foi tratado como maus-tratos a animais, cuja pena pode variar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa. O suspeito foi encaminhado à Cadeia Pública rondonense.
Mais detalhes não foram divulgados, e a Polícia Civil informou que as investigações continuam até a conclusão do caso, reforçando o compromisso com a rápida apuração e responsabilização do autor.
O CASO

Segundo os proprietários, o cachorro era de rua e havia sido adotado pela família há cerca de quatro anos. No dia do ocorrido, o animal escapou da residência, e os donos iniciaram buscas pela região.
Durante a procura, um morador relatou ter ouvido latidos vindos de uma propriedade próxima. Ao analisarem imagens de câmeras de segurança, os donos teriam identificado um homem impedindo a saída do cachorro e o agredindo com um pedaço de madeira, além de serem ouvidos estampidos semelhantes a disparos.
Horas depois, o suspeito teria ido até uma área de mata. Após ele deixar o local, os moradores encontraram o cachorro já sem vida, enrolado em um uniforme de uma empresa da cidade e com diversos ferimentos, incluindo uma perfuração nas costas que pode ter sido causada por disparo de arma de fogo.
Na manhã do dia 23 de março, a família procurou a Delegacia de Polícia Civil para registrar a ocorrência e pedir justiça pela morte do animal.














