Governo do Paraná libera R$ 130 milhões para universidades estaduais

G1 Paraná | 27/08/2019 10:56

O Governo do Paraná anunciou uma verba de R$ 130 milhões para as sete universidades estaduais do Paraná, no fim da manhã desta segunda-feira (26), no Palácio Iguaçu, em Curitiba. Desde o começo do ano, os reitores tentavam negociar uma verba extra para conseguir manter, por exemplo, hospitais que funcionam pelas instituições.

Com a assinatura da liberação, o dinheiro será liberado nos próximos dias. A primeira parcela é de R$ 20,8 milhões para pagamento de bolsistas residentes e mais R$ 5,5 milhões para os hospitais universitários.

Estes R$ 5,5 milhões libera dinheiro para os hospitais das seguintes universidades:

  • Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), no oeste;
  • Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), nos Campos Gerais;
  • Universidade Estadual de Maringá, no norte;
  • Universidade Estadual de Londrina, também no norte.

O valor total será repassado em parcelas até o fim do ano. Conforme o governador Ratinho Junior, a medida é para compensar os 30% dos recursos retidos pela Desvinculação de Receitas de Estados e Municípios (Drem) e também para a folha de pagamento das instituições.

"O impacto é que elas estavam trabalhando até agora com 70% do orçamento. Esse anúncio de hoje é a tranquilidade para a Secretaria da Fazenda e para as nossas universidades. Não se pode autorizar as instituições a terem gastos maiores sem saber se lá na frente haverá dinheiro para honrar os compromissos. A retenção é uma medida de controle para que não sejam feitas contas sem ter dinheiro para pagar", afirmou o governador.

O valor destinado aos hospitais universitários também vem da Secretaria de Estado da Saúde.

"A suplementação de recursos que anunciamos agora traz tranquilidade à Secretaria da Fazenda e às universidades, que poderão honrar seus compromissos", explicou Ratinho Junior.

Prestação de serviços

De acordo com o governo, a porcentagem retida diz respeito ao que as universidades arrecadam na prestação de serviços como atendimentos em saúde, cursos de idiomas ou taxas de vestibulares, por exemplo.

A retenção da receita, que iniciou em 2018, fazia com que as unidades tivessem dificuldades para executar os serviços.

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