Gaeco prende vereador durante operação em Marechal Cândido Rondon

Portal Rondon/MPPR | Foto: Walace Clasen/Portal Rondon | 15/05/2019 09:05

Uma grande operação foi deflagrada pelo Gaeco na manhã desta quarta-feira (15), em Marechal Cândido Rondon. Cerca de 40 viaturas foram utilizadas para cumprir cinco mandados de prisão e 20 de busca e apreensão.

O principal alvo da operação foi o vereador Nilson Hachmann (PSC), que é acusado de utilizar empresas em nome de laranjas para firmar contratos irregulares com a prefeitura. 

Os mandados foram cumpridos em oito residências, nove empresas, um escritório contábil, no setor de licitações da Prefeitura e no gabinete do vereador na Câmara Municipal. Um dos filhos de Nilson também foi detido durante a operação.

A investigação do Gaeco teve início em maio de 2018 e apura crimes praticados por organização criminosa contra a administração pública. O vereador era dono de empresas, registradas em nome de terceiros, que participavam de licitações do Município, burlando assim a proibição de contratação com o setor público.

As empresas atuam em áreas diversas, como obras públicas (pavimentação rural), prestação de serviços e transporte escolar.

Na prefeitura e na Câmara os funcionários públicos que chegaram para trabalhar tiveram que aguardar do lado de fora, enquanto os policiais trabalham internamente. Na Câmara de Vereadores a situação foi a mesma.

A operação é denominada de Pula Pula, pelo fato do vereador trocar frequentemente de partido para sempre permanecer na situação. Toda a documentação apreendida está sendo encaminhada para a sede do Ministério Público na cidade.

Pelo mesmo motivo Nilson já havia sido denunciado na própria Câmara e passa por ação disciplinar que pode levar à cassação.

A denúncia contra Nilson 

Nilson Hachmann, que já presidiu a Câmara e foi secretário municipal, é suspeito de quebra de decoro parlamentar conforme denúncia protocolada no Poder Legislativo no dia 28 de fevereiro pelo vereador Josoé Pedralli. Nela, o edil acusa Hachmann de ter se utilizado de empresas em nome de terceiros, mas que supostamente seriam de sua propriedade, para participar de processos licitatórios e realizar venda direta à prefeitura.

As supostas irregularidades teriam sido cometidas no decorrer de 2009 até agora.

A denúncia foi aceita recentemente na Câmara, que investiga a questão, que pode levar Nilson a perder o mandato.

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