Em coletiva de imprensa, Prefeito explica o manifesto que bloqueou rodovia em Marechal Rondon

Aqui Agora | 11/10/2018 17:56

Na manhã desta quinta-feira (11), uma manifestação foi realizada pela comunidade da Linha São Bernardo entre os distritos de Margarida e São Roque, no Município de Marechal Cândido Rondon. Os manifestantes cobravam o recape asfáltico do trecho.

A manifestação iniciou pela manhã e seguiu com bloqueio da pista até por volta das 11 horas, quando, após diálogo com representantes da Prefeitura rondonense, liberaram a rodovia.

Por isso, na mesma tarde, o prefeito rondonense, Marcio Rauber, convidou a imprensa para uma coletiva na qual explicou o acontecido. “A manifestação na verdade era um pedido de informação. A comunidade queria saber o porquê da obra ainda não ter sido executada se havia compromisso de ter saído até a Festa do Búfalo”.

A estrada está abandonada há muito tempo e cada dia que passa suas condições de trafegabilidade pioram.

Segundo o prefeito, o projeto de pavimento asfáltico foi feito nos mesmos moldes do trajeto Rondon-Margarida. Além disso, de acordo com ele, o recurso está na prefeitura e o dinheiro é suficiente para fazer a obra. “Fizemos o devido processo licitatório e contratamos a empresa, que não é a mesma da obra Rondon a Margarida”. Porém, o engenheiro responsável por essa empresa detectou que a base do solo é argilosa e isso pode trazer inúmeros problemas caso não haja correção, executando a obra em cima da base que hoje está lá, logo a estrutura estaria com problemas.

“Pegamos a nossa equipe e a equipe da empresa e fomos a loco. Foi feita uma demarcação naquela rodovia nos pontos onde é preciso fazer correção antes de fazer recapeamento asfáltico e alteramos o projeto”, explica o prefeito.

No início, o projeto havia sido elaborado para sete metros. Devido à correção que precisou ser feita, ele foi reduzido para seis metros e a espessura nesses pontos onde a base está mais danificada foi aumentada. “Precisamos fazer um trabalho diferenciado nesses pontos para dar mais qualidade à obra e, obviamente, isso demanda tempo”, ressalta Marcio.

Além da correção necessária, desde a licitação até estes estudos técnicos houve aumento de preço do produto do CAP, que é um dos elementos que compõe a massa asfáltica. Por conta disso e da alteração do projeto, do aumento da estrutura, a empresa responsável pediu um realinhamento de preço. “Isso tudo está tramitando administrativamente respeitando os prazos legais e quando a equipe técnica da prefeitura e a equipe do jurídico disserem que cabe ou não cabe o realinhamento, a empresa decidirá se executa ou não a obra”.

Caso a empresa aceitar, a obra inicia. Do contrário, “se a empresa disser que não pode executar por esses valores, que ela vai ter prejuízo ou não pode dar garantia pelo serviço, reincidimos o contrato, reabrimos o edital e iniciamos um novo processo licitatório”, complementa o prefeito.

 O investimento é grande, são mais de 2 milhões de reais, que estão garantidos. Marcio Rauber ressalta “temos esse recurso graças a economia que fizemos no ano passado e estamos investindo essas economias nas mais diversas áreas do nosso município, e a infraestrutura rural é uma delas”.

A reivindicação foi respeitada. A condução pelos representantes do município foi bem feita, a população entendeu, teve suas dúvidas sanadas e a rodovia foi desbloqueada.

“Temos compromissos, assumimos, realizamos e vamos cumprir com esse também, mas nos termos que forem melhor para aquela estrada. Não podemos por mais de 2 milhões de reais numa obra mal executada para daqui alguns meses termos problemas. Então, se tivermos que esperar mais um, dois ou meio ano para fazer bem feita a obra nós vamos esperar, porque aquela população merece a atenção e o carinho da nossa administração”, conclui o prefeito.

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