Agrônomo explica casos de queda de vagens em lavouras de soja de Mercedes e Guaíra

Maico Hoffmann | 15/01/2018 11:32

Muitos agricultores do município de Mercedes e Guaíra estão registrando um abortamento acentuado de vagens em suas lavouras de soja.

O Agrônomo Maico Hoffmann, da Cooperativa Integrada, destaca que é difícil dar um diagnóstico sem o acompanhamento da lavoura, mas que, na maioria das vezes, o problema é consequência de distúrbios fisiológicos.

A seca acentuada e excesso de calor na fase final de florescimento (R3) pode causar abortamento de quase todas as flores restantes e vagens recém-formadas. Isso pode induzir a uma segunda florada, normalmente infértil, resultando em retenção foliar pela ausência do produto da fotossíntese. A situação se agrava com o excesso de chuvas durante a maturação, que propicia a manutenção de hastes e vagens verdes e favorece o aparecimento de retenção foliar. A sensibilidade deste fenômeno é variável entre cultivares.

Então, o profissional, enfatiza que o ''start'' para o abortamento de vagens é um distúrbio fisiológico. Deficiência de potássio, alta densidade de plantas, falta de luminosidade, excesso de chuvas, ataque de percevejos e doenças contribuem para o aumento do abortamento. Nessas condições, pode ocorrer o baixo ''pegamento'' de vagens, vagens vazias e formação de frutos partenocárpicos (vagem sem sementes).

Conforme o agrônomo, não há solução para o problema, por se tratar de uma combinação de fatores, principalmente climáticos.

Maico orienta que o agricultor procure seu Eng.º Agrônomo, para tomada de decisão mais correta.

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