Curitibano fatura R$ 780 mil em etapa do Mundial de Pôquer no Brasil

Massa News | 02/09/2017 06:41

Você já pensou em se tornar um jogador profissional de pôquer? Sim, isso mesmo, pôquer. O curitibano Rafael Francisquetti, 20 anos, resolveu se profissionalizar e já começa a colher os frutos da nova profissão. Nesta quinta-feira (31), ele desembarcou na capital paranaense trazendo na bagagem o troféu da etapa brasileira do WPT (World Poker Tour), conquistado em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Ele desbancou mais de 3 mil jogadores para conquistar o título e, de quebra, faturou o prêmio de R$ 781 mil.

“Não tenho palavras. A ficha não caiu. Não tenho o que falar, torneio em nível mundial, sempre quis isso na minha vida como jogador de pôquer”, declarou o jovem jogador.

O que mais chama a atenção, é que Francisquetti se profissionalizou este ano, apesar de estar envolvido com o pôquer desde os 14 anos. Ele revela que não tinha grandes expectativas quando entrou no torneio, mas durante a disputa sentiu que poderia chegar. “Entrei com o objetivo de pegar ITM (in the Money – expressão para a zona de premiação de um torneio). Todo jogador entra com esse objetivo, “salvar o torneio”, para recuperar o investimento da inscrição”, disse Francisquetti, que chegou a ligar para os amigos e mandou que eles fossem para a cidade catarinense acompanhar a final, com todos os custos bancados pelo jogador. “E a torcida foi fundamental. Eles me empurraram para essa cravada, botaram pressão nos adversários”, revelou.

Vivendo do esporte

As grandes quantias em dinheiro pagas nos torneios chamam a atenção de muita gente, tanto que o pôquer é o esporte que mais cresce em número de jogadores no mundo, mas o privilégio de viver apenas disso, ainda é para poucos. A maioria dos praticantes aliam o jogo com as carreiras profissionais. Não é o caso de Francisquetti.

Mesmo antes de se tornar atleta profissional (especializado nas competições online), neste ano, ele já tinha o pôquer como atividade principal: trabalhou dois anos no Espaço Poker Curitiba, um dos principais clubes do esporte na cidade, onde despertou seu interesse pelo jogo, teve suas primeiras lições e descobriu seu talento.

“Com 14 anos, um amigo me apresentou o pôquer. Começamos a estudar juntos, escondidos e jogar entre a gente. Quando terminei meus estudos, comecei a trabalhar no Espaço Poker e aí conheci esse mundo de verdade, conheci muita gente e ali ficou claro que era isso que queria para minha vida”, disse. Há pouco mais de um mês, ele deixou a profissão de dealer e ingressou em um time de pôquer, o The House Poker Team. “E o resultado já apareceu”.

Prêmio será para investir no jogo

Com a bolada faturada, o jogador já tem consciência do que vai fazer com o dinheiro. “Vou investir em mim, no meu jogo, no aprendizado no pôquer e também investir na minha família, e ficar junto com meu time, jogando e aprendendo sempre mais. Esse foi apenas o meu primeiro grande prêmio”.

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